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DICAS
DE SAÚDE
Transtorno
de Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDA/H)
Marta Helena de Freitas Lages e Soraya da Silva Sena
Psicólogas do Hospital São Camilo
O
QUE É TDA/H?
É um transtorno neurobiológico, de origem genética, com forte fator hereditário. Tem início na infância e pode persistir por toda a vida, trazendo alterações comportamentais como hiperatividade, impulsividade, desatenção e dificuldade de concentração.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO
TDA/H?
Nas crianças, o TDA/H manifesta-se por agitação motora, como dificuldade de permanecer sentado na sala de aula e de esperar a vez para falar, além de desorganização e esquecimento de combinados. É comum a criança perder brinquedos e objetos importantes por não se lembrar onde os deixou, ter dificuldade em seguir instruções e concluir deveres escolares.
Nos adolescentes e adultos é mais comum uma sensação interna de inquietação: eles têm dificuldades em diminuir o nível de atividade e parecem estar sempre atarefados. Não é raro que se ocupem de várias atividades ao mesmo tempo - sem conseguir completar nenhuma delas -, envolvem-se em esportes radicais e preferem atividades dinâmicas.
COM QUE FREQUÊNCIA OCORRE O
TDA/H?
Estima-se que 3 a 10% da população infantil apresentem o transtorno, enquanto nos adultos esse número está em torno de 4%. Nas situações de consultório ou ambulatório, o número de meninos com esse transtorno é maior que o de meninas, acontecendo numa proporção de 3 para 1.

QUAIS COMPROMETIMENTOS O TDA/H PODE TRAZER?
• Dificuldades no rendimento escolar;
• Problemas de relacionamento;
• Auto-estima rebaixada e sentimentos de culpa;
• Dificuldades profissionais, como mudanças freqüentes de emprego, demissões e rendimento abaixo do esperado;
• Maior chance de envolvimento com drogas e álcool;
• Maior propensão a acidentes, especialmente os de trânsito;
• Maior risco de depressão, transtornos ansiosos e de conduta.
EXISTE TRATAMENTO PARA O TDA/H?
Sim, há tratamentos eficazes para o TDA/H e o primeiro passo é o conhecimento. É preciso que a própria pessoa e sua família entendam que ninguém é culpado por esse transtorno e que recorrer a informações, medicação e psicoterapia é uma saída possível e muito saudável.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico do TDA/H deve ser feito por um profissional (psiquiatra, neurologista ou psicólogo) adequadamente treinado. Deve sempre envolver os pais e membros da família que convivem com a criança e a escola. No caso dos adultos, deverão participar do processo diagnóstico a família e o cônjuge, contribuindo com informações.
Não existe exame ou teste psicológico que permita, por si só, fazer o diagnóstico. No entanto, há questionários, escalas de avaliação e listas de verificação de sintomas que ajudam o profissional em sua investigação.
COMO O PSICÓLOGO PODE AJUDAR A PESSOA COM
TDA/H?
O primeiro passo é, após o diagnóstico, orientar o cliente e sua família sobre o transtorno e suas conseqüências. Em seguida, através da psicoterapia, ajudar o cliente a desenvolver estratégias de comportamento que lhe possibilitem minimizar os sintomas, desenvolvendo também habilidades de autocontrole e organização.
É muito importante ressaltar que a vida de um portador de TDA/H pode ser muito diferente caso ele seja diagnosticado e tratado o mais cedo possível, minimizando sofrimento (para ele e sua família) e o impacto negativo em todas as áreas de sua vida.
Fonte: Associação Brasileira de Déficit de Atenção |